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E se a Matrix for real?

simulaçãoA Warner confirmou a produção do quarto filme da franquia Matrix, que influenciou uma geração inteira com seus incríveis efeitos especiais e se tornou um fenômeno cultural com sua teoria. A Matrix talvez seja a tradução mais popular do que chamamos de a “hipótese da simulação” – a ideia de que estamos todos vivendo em uma gigantesca simulação de computador.

Aproveito o tema para abordar algo que gera discussão há anos: vivemos em uma simulação de computadores? E se a Matrix for real? Você já parou para pensar nisso?

A ideia parece ficção científica. Os criadores de The Matrix, os Wachowskis, alegaram ter sido influenciados pelo trabalho de Philip K. Dick. As muitas adaptações do trabalho de Dick são bem conhecidas, incluindo Blade Runner, O Vingador do Futuro, O Homem do Castelo Alto e Os Agentes do Destino. Em suas histórias, Dick era frequentemente obcecado com o que era real e o que era falso sobre a realidade e a experiência humana – lidando com questões de inteligência artificial, realidade simulada e memórias falsas.

Como se sabe, hoje, o fenômeno da simulação e da realidade virtual desenvolveu-se bastante. Jogos existentes e uma variedade de programas educacionais quase estão nos apresentando o mundo virtual como se fosse real. Se simulações tão realistas podem ser feitas mesmo com a tecnologia de hoje, existe uma grande possibilidade de que seres humanos possam projetar um universo no futuro. E aqui começa a hipótese da simulação.

A “hipótese da simulação” (ou “argumento da simulação, ou “simulismo”) propõe que a realidade é uma simulação, e aqueles que nela vivem não são conscientes disso. Basicamente, a teoria fala que existe computadores poderosíssimos rodando uma versão programada do universo que vemos como real, com humanos que possuem pseudo consciência, que seguem suas vidas alheios uns aos outros em eventos simultâneos e independentes e que não fazem a mínima ideia de que estão numa simulação.

Alguns cientistas que estudam essa possibilidade afirmam que coisas simples da vida, como um déjà-vu por exemplo, poderiam ser sinais de uma provável realidade simulada existente. Apesar de não haver prova concreta, acredita-se que sensações como o déjà-vu seriam falhas no sistema que controla essa situação de simulismo, permitindo que as mentes tivessem plena consciência de fatos antes de seu ocorrido.

O argumento de simulação foi originalmente sugerido por Nick Bostrom. Depois dele, muitos pensadores defenderam que esse argumento pode ser real, como o fizeram Nick Bostrom, Tesla ou o fundador do Space X, Elon Musk. De acordo com Jean Baudrillard, o universo não é mais do que uma simulação: tudo é inanimado e feito a partir de imagens. Elon Musk também pensa que sejamos, quase certamente, entidades geradas por computador que vivem dentro de um videogame de uma civilização mais avançada, embora possamos pensar que somos participantes do mundo físico. E ele acrescenta: “A chance de vivermos numa base real é de uma em bilhões”.

Se estamos vivendo numa simulação, isso significa que tudo ao nosso redor é um software, incluindo cada átomo em nossos corpos. Além disso, surge uma outra questão: se a simulação em que estamos for realmente bem desenhada, não há dúvida de que, no futuro, possamos ser capazes de projetar uma simulação similar. Então, como podemos saber em qual simulação estamos no momento?

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